Conheça o spray cirúrgico que pode tornar suturas uma coisa do passado
Quem teve uma infância agitada ou passou por uma cesária, já deve ter
tido contato com pontos cirúrgicos, ou sejas, as suturas feitas com um
fio biodegradável que são usadas para unir os lados de um corte ou
cirurgia, mantendo-os assim até que a cicatrização faça seu serviço.
Quem passou por isto também deve se lembrar dos inconvenientes, como a
coceira, o incômodo, o risco de infecção e, depois da retirada dos
pontos no caso de suturas externas, as marcas. Para os profissionais, há
também o trabalho delicado de suturar com pontos regulares e fortes.
Uma nova invenção de pesquisadores da Universidade de Maryland (EUA)
promete terminar com boa parte destes problemas. Trata-se de um filme de
nanomaterial biodegradável que se adapta à pele, mantendo as incisões
cirúrgicas fechadas e protegidas de contato com o ambiente. Além destas
vantagens, o filme é aplicado na forma de spray, usando um aerógrafo
comum.
O nome do produto usado para fazer o filme é poli (ácido láctico-co-glicólico) ou
PLGA,
e usa acetona para poder ser aplicado na forma de spray. A proporção
entre o PLGA e a acetona é tal que a última evapora enquanto o produto
viaja no ar, e só o PLGA toca a pele, formando uma camada de fibras com
370 nanômetros de diâmetro.
Por enquanto, o filme foi usado com sucesso para selar hérnias de
diafragma e incisões cirúrgicas nos pulmões, intestinos e fígado de
porcos, e, por serem biodegradáveis, desapareceram depois de 42 dias.
Além de substituir as suturas, o filme pode ser utilizado para aplicação
controlada de medicamentos e como base para o desenvolvimento de
tecidos.
Faltam alguns estudos de segurança para que o produto seja testado em
humanos, mas, com sorte, em pouco tempo não teremos mais que ter medo
de agulhas (pelo menos no caso de cortes). [
Gizmodo,
ACS Macro Letters]